Como devemos lidar com as metas irreais?

terça-feira, 17 de julho de 2018


Olá meus amores? Como estão?

O post de hoje é mais pessoal, uma espécie de desabafo, uma conversa e uma partilha em que gostava que vocês participassem. Vamos falar sobre metas irreais e tentar perceber se existe uma fórmula secreta para lidar com elas. 

Há pouco tempo fiz um post sobre alcançar metas e resultados reais e, quando o partilhei, uma pessoa que me acompanha desde sempre sugeriu que eu falasse da outra perspetiva, já que, como todos sabemos, nem sempre conseguimos realizar tudo o que queremos.

Apesar de eu falar sobre técnicas, métodos, dar dicas de organização, de produtividade, de como podem gerir o vosso tempo - em resumo falar de alcançar resultados -, a verdade é que nem sempre, na minha vida, as coisas correm exatamente como eu planeei. E não há mal nenhum nisso certo? Posso dar mil e um exemplos, acreditem que acontece muito, mas numa coisa tão simples quanto estudar para um exame isso pode refletir-se: se eu me organizo para ler 5 artigos numa semana que sei que vai ser complicada, ou em que surgem contratempos ~porque isso existe~ e se eu não consigo fazer o que estava planeado é óbvio que eu também fico triste e fico frustrada.

Eu sou, como já vos disse, uma pessoa das listas: faço-as para tudo e mais alguma coisa. Sem listas a minha vida não funciona. Não é simplesmente o facto de ser ou não produtiva, é que não consigo fazer absolutamente nada a não ser ficar a olhar para a tela do computador a fazer scroll ​no meu feed do facebook. E isso não acrescenta nada à minha vida, só me faz perder tempo, que é uma coisa que eu odeio. Sentir que estamos a perder tempo é uma sensação péssima.

E é por isso que a minha vida se resume a estabelecer metas e a viver para cumpri-las, por mais que isso possa não ser o mais correto e o que me faz melhor. Nunca falei sobre isso aqui, mas, apesar de ter carta de condução desde 2016 nunca conduzi. O medo foi crescendo e só no final do ano passado é que percebi o quanto isso me estava a prejudicar e a causar ansiedade, e decidi procurar um psicólogo. Ao falar sobre o quanto gosto de ter tudo organizado e controlado, ele disse-me uma coisa que fez muito sentido, mas sobre a qual eu nunca tinha parado para pensar: quando queremos ter tudo controlado deixamos de viver e de deixar as coisas seguirem uma ordem natural.

Todos os compromissos e listas que anoto na minha agenda me ajudam a organizar cada dia, e se isso foge àquilo que é suposto eu fico mal porque não consegui fazer o que tinha estipulado. Mas há uma parte de mim que se sente mais livre, talvez por fugir à rotina de ter tudo organizado. Isto pode parecer confuso, mas é exatamente assim que me sinto.

As metas que vamos criando, sejam elas grandes como uma viagem ou mesmo comprar uma casa, sejam pequenas como ler um bocadinho todos os dias, acabam por, de certa forma, controlar a nossa vida mais do que desejamos. Para as cumprirmos temos de nos organizar, temos de controlar o nosso tempo, o nosso dinheiro, aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, e isso limita-nos. Não estou a dizer que vou deixar de o fazer daqui em diante, até porque para mim é esta a melhor forma de alcançar seja o que for, planear. Ainda que isso nem sempre aconteça à risca, porque os imprevistos acontecem mesmo!

O meu objetivo desde de que criei o Planyar sempre foi simplificar a vida das pessoas que me acompanham, que lêem os meus posts, que entram aqui nem que seja apenas uma vez. Se eu conseguir ajudar uma pessoa a tornar a sua vida mais simples cumpri a minha meta. E quantas de vocês me escrevem a dizer que as dicas que eu dei foram úteis, que não sabiam que podiam fazer as coisas de uma certa forma, que eu ajudei em alguma coisa? Isso faz-me saber, todos os dias, que pelo menos uma meta na minha vida eu estou a cumprir: simplificar a vossa vida.

Por isso, o que eu gostava que retirassem desta partilha é que não há problema nenhum em não quererem fazer metas, nem em quererem fazer metas para tudo, e muito menos em estabelecerem metas que podem não dar 100% certo. O importante é que vocês encontrem uma forma de fazer com que a vossa vida funcione, de se manterem motivados e, sobretudo, de serem felizes. Espero ter ajudado a tornar isso um bocadinho mais fácil.

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